
A partir de hoje o futebol brasileiro não será o mesmo de antes. Claro que a vida continua e o futebol continuará sendo o mais apaixonante dos esportes. Um dia Pelé parou. Garrincha parou. Zico parou. Romário também. Recentemente Ronaldo encerrou sua carreira mas sem aquela empatia com o torcedor que o mesmo tinha antes. E ontem foi a vez do maior de todos os goleiros. O maior debaixo das traves, o mais adorado do atletas.
Aquele que conseguiu ser ídolo de todas as torcidas. Aquele que soube ser o exemplo real de ser humano e jogador de futebol, uma mistura que não dá muito certo em terras brasileiras. Marcos era diferente.
Foi das mãos de Marcos que o Palmeiras levantou o seu mais importante título. Na Libertadores de 1999 o santo fez milagres em cima de milagres se transformando em São Marcos.
Na Copa de 2002 a FIFA deu a Ronaldo título de melhor jogador do torneio, mas todos sabemos que São Marcos escreveu a maior parte daquela história. Quem não se lembra das defesas na final, tão decisivas quantos os gols de Ronaldo. E o sufoco nos dois jogos diante da Turquia? Marcos foi exuberante. Marcos foi mais que perfeito. Marcos foi Santo. Marcos foi o mesmo Marcos lá de Oriente. Sempre foi assim. Sempre será assim. Nem quando, com o status de campeão do mundo e recebeu uma proposta do Arsenal, ele se rendeu aos falsos encantos do futebol e manteve-se fiel ao seu Palmeiras.
A perda para o Palmeiras é irreparável. Porém a história do futebol hoje sorri como a tempos não sorria. Na sua galeria ficará marcado pra sempre que um dia o futebol teve Pelé, Garrincha, Zico, Romário e agora pra todo o sempre São Marcos.
O sentimento que nos toma nesse momento talvez seja o mesmo que nossos pais sentiram quando Pelé parou de jogar. O futebol ficou orfão. Nunca mais veremos Marcos em campo. Nunca mais haverá um Marcos em campo. Nossas tardes de domingo se restringiram no máximo a boas defesas. Os milagres ficaram na história.
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