por Leonardo Marson
23 de novembro de 2012 - (Mano, agora não adianta chorar
pelo (Carlos) leite derramado) – Fim da linha para Mano Menezes na seleção
brasileira. O comandante da equipe Cebeefiana foi demitido pelo presidente José
Maria Marin na tarde desta sexta-feira, em reunião realizada na Federação
Paulista de Futebol.
Sem dúvidas, o desempenho na derrota para a Argentina no
tempo normal do Superclássico das Américas (leia-se, derrota para um combinado
de jogadores de um campeonato pior tecnicamente que o Brasileirão em jogo
amistoso), ajudou a derrubar Mano. Mas ao contrário do que dizem, o técnico
começava a formar uma base (ainda que sem os jogadores tidos como ideais) para
a seleção, que participará em 2013 da Copa das Confederações e para a Copa do
Mundo de 2014. Cai, merecidamente, mas em seu melhor momento na seleção. A
falta de bons resultados contra seleções tidas como candidatas ao título da
Copa de 2014 e as más atuações contra equipes consideradas médias (mesmo
melhorando um pouco nos últimos jogos) também ajudaram a tirar o técnico da
seleção.
Mas não pensem que a demissão de Mano Menezes se dá apenas
por questões técnicas. Existe todo um jogo político por trás disso. Quem viu a
coletiva do “educadíssimo” Andrés Sanches, viu que ele, outrora sucessor de
Ricardo Teixeira, perde espaço na CBF a cada instante. Sanches foi contra a
demissão, mas revelou que dos três envolvidos na reunião, ele foi voto vencido.
Ponto para Marin e seu fiel escudeiro, Marco Polo Del Nero.
E quais seriam os candidatos ao cargo? Simples, não sei!
Dizem que será Felipão, outros arriscam Tite, ou Muricy, ou até mesmo Abel
Braga. Tudo especulação. A própria CBF informou que definirá o novo comandante
da seleção em janeiro (?!). Fosse eu o "Zé das Medalhas", olharia três nomes: Tite, por
ser o melhor técnico na atualidade, Ney Franco, que já treinou boa parte deste
grupo nas seleções de base, ou Renê Simões, técnico competentíssimo e que,
inexplicavelmente, não se firma em nenhum clube. Mas como o atual presidente da
CBF é político, trará Felipão, ficará de bem com a torcida e deixará o caminho
livre para Del Nero assumir a presidência futuramente.
Agora, resta esperar quais serão os passos tomados pela CBF.

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