Corinthians e Boca Juniors: que se faça a história




por Leonardo Marson

4 de julho de 2012 - É difícil fugir do lide deste post, que está batido há pelo menos 15 dias, pois todos sabem que “Corinthians e Boca Juniors fazem nesta quarta-feira a decisão da Taça Libertadores da América no estádio do Pacaembu”. Tudo que pode ser dito sobre jogadores, esquemas táticos, números sobre confrontos, mística de camisa e tantas outras coisas já foi falado à exaustão. Mas muita coisa além do simples título (se é que podemos falar que ganhar um torneio continental é simples) será decidida no jogo entre os dois times.
Começamos pelo lado corintiano da disputa: Para o time, que debuta numa decisão continental, vencer a Libertadores seria o fim definitivo do deboche dos torcedores rivais, que nunca mais poderão usar a frase “eu tenho tantas Libertadores, e vocês?” (diga-se, frase bem irritante até para torcedores rivais, meu caso). O clube da zona leste de São Paulo conseguiria enfim, entrar num seleto grupo que já possui rivais nacionais, como Palmeiras, Flamengo e Vasco, e times de toda a América, como os argentinos Velez Sarsfield, Racing e Argentinos Juniors, os colombianos Nacional de Medellín e Once Caldas, além dos chilenos do Colo Colo e dos equatorianos da LDU, todos estes com uma conquista deste torneio.
Para o Boca Juniors, vencer a Libertadores na noite de hoje significa finalmente igualar o feito de um de seus principais rivais, o Independiente de Avellaneda, e chegar a sétima conquista continental, o que faria dos Xeinezes os maiores vencedores do torneio. Um título hoje fará com que os argentinos mantenham a escrita de não perderem uma final de Libertadores da América para equipes brasileiras desde 1963, quando o Santos, de um certo Pelé, os venceu nas duas partidas.
Vencer o Corinthians hoje significa ao Boca Juniors dar razão à propaganda da Nike, empresa fornecedora de material esportivo do clube argentino, veiculada em julho do ano passado, onde a própria Bombonera alerta aos jogadores a “não se contentarem a ver um rival jogar a B Nacional (lembrando o River Plate, então rebaixado a Série B argentina)” e diz que é possível “ser invencível outra vez”, em clara referência aos títulos internacionais conquistados pelos Xeinezes.
Alías, a Nike também investiu em publicidade para aumentar a ansiedade dos torcedores corintianos. Desde as primeiras horas desta quarta, as redes sociais comentam a propaganda da empresa de material esportivo, que tem um discurso para os chamados “anti-corintianos”, termo utilizado para definir aqueles que torcem contra a equipe de Parque São Jorge (leia-se: são paulinos, palmeirenses e santistas). O texto chama os secadores de “torcida sem nome, sem bandeira, sem grito”, e já repercutiu entre corintianos e anti-corintianos.
Publicidades e polêmicas a parte, Corinthians ou Boca Juniors entrarão para a história hoje, em 90, talvez em 120 minutos, ou até mesmo após uma decisão por pênaltis. E ninguém tem dúvidas que corintianos, xeinezes, são paulinos, millonarios (como são chamados os torcedores do River Plate), e todas as torcidas acompanharão o jogo. Como escrito no início do texto, tudo o que tinha para ser dito antes da bola rolar no Pacaembu já foi falado. Agora, só resta esperar a história acontecer.

Foto: Site Passion Libertadores (Conmebol)

0 comentários:

Postar um comentário

 
Equipe Futebol Total © 2011 | Designed by RumahDijual, in collaboration with Online Casino, Uncharted 3 and MW3 Forum